quinta-feira, 23 de julho de 2015

sábado, 21 de abril de 2007

O resultado

“Da mesma forma que linhas e planos secantes podem ser traçados – como num mapa – entre natureza e sociedade, entre ciência e cultura, os campos do saber influenciam-se reciprocamente mesmo a uma grande distância, ainda quando exploram temas não contíguos entre si. O que interessa nisso são os movimentos de remissão – transversais, recíprocos e contínuos – que supõem a possibilidade de fecundar (crossfertilize) conceitos e práticas dos mais diversos domínios.”1
A multidão que me consola, e o vento que me sopra são meras coincidências, a densidade que por traz abraça, são fatos que me atraem assim por dizer, não vejo a hora de fazer com que esta espessura se torne uma; vivamos em pleno conjunto, em vidas opostas e em plano diferentes a margem de uma solidão, e em plena distância. Quer ver esta mudança que aqui por passa, mudança esta que me aflige e que me transforma; mutação esta me deixa incapaz de discernir o que é que?
O movimento que me leva a um lugar, a esperança que me destrói é um conjunto que me diz o que, e quando fazer, com esta estrutura rígida. A constante indagação de se movimentar e de se tramar é tão gigante que nos atordoa; a união da densidade e das linhas temporais; nos jogam para tramites que nós mesmo não sabemos para onde vão nos levar.
Planos subseqüentes que nos exploram, e que nos explodem, plano que nunca nos dizem nada e nunca vão nos levar a lugar, este que podem ser comparados com nossa, classe, espírito e dentre outros, também existe aqueles que são elaborados e condizentes com o terreno ou até mesmo com relação ao mercado. Nunca como simples arquiteto não nos dirão a aonde chegar com este leque que possuímos, pois temos varias hipóteses e nos dão a mesma, mas nunca saberemos por final a onde querem e devemos chegar.

Conclusões nos dizem o que fazer, nos impõe o que fazer e nos mostram como, de acordo com movimentos, densidade e planos; somos meros bonecos na mão de uma cidade imposta com pessoas que no comandam.

1 SALES, Pedro Manuel Rivaben de. Cidade, urbanismo: linhas de devir.

O jardineiro

A nova maneira de se ver uma cidade, é a pura e simples ilusão de se desejar algo que possa a vir engrandecê-la, mas com o aspecto que nós almejamos. Em grande parte, a cidade dos sonhos é constituída de órgãos, entidades, dentre outros. Para que se torne um sonho e/ou um desejo de cada, não receberia o nome de cidade, mas sim “casa”, pois seria representada pelo aspecto pessoal e não pelo senso coletivo.Cada vez mais o comportamento das pessoas e do mundo está se tornando individualista, fazendo com que nós, meros seres humanos, tornemos seres capitalistas, e corruptos, a ponto de passarmos pelos nossos próprios conceitos e nosso próprio estilo de vida. Pensar no bem da sociedade é o que não se vê mais. Se colocar-mos 5 pessoas para discutir como seria a cidade ideal para eles, temos a certeza que haveria um grande desacordo, pois todos iriam querer se beneficiar e nenhum deles, preocuparia com o bem estar daqueles que os cercam.Porque será que as pessoas estão se tornando egocêntricas? A resposta é simples, pois a sociedade atual está fazendo com que estas, pensem e agem de tal maneira. Será que em uma roda de discursão, sobre o que fazer para melhorar a estrutura de uma cidade, alguém daria a sugestão, por exemplo, de qualificar e adaptar a cidade para os deficientes físicos? Ou até mesmo criar alternativas para atender os idosos? Não temos a certeza se isso ocorreria, devido aos fatos.A condição de haver um resultado e/ou uma esperança de um lugar melhor ou uma cidade ideal nunca será e nunca terá um fim, pois nunca se achar uma idéia para transformar em um consenso, porque será sempre difícil, pois somos seres diferentes contendo idéias diferentes e espaços diferentes; sendo que cada um colocaria algo novo, modificaria o que já está pronto ou inventaria um novo modelo, inspirado em cidades estrangeiras ou em livros sobre o novo conceito de construir, com base na arquitetura de seu comportamento.

Autor - Alberto Iglesias
Album - The constant Gardener
Música - Kothbiro
OUÇAM

Loucura ou ignorância

“O Ser é a Idéia: esta a grande tese ontológico-metafísica de Platão e do platonismo autentico. O que não é Idéia é pela Idéia; o que não é Idéia é apenas por e enquanto participa da própria Idéia.” 1O sonho ou um desejo de se chegar entre o irreal e o real é uma transição gritante e impotente; uma ferramenta usada como venda e como ilusão de um sonho perseguido por nós. Referente ao “mito da caverna”, onde só se pode vultos e sombras; o urbanismo é apenas um desejo de uma imagem feita por computador que é uma mera realidade ou apenas simples ilusão de uma sombra.

Existem os questionamentos, que por uma mera relação de sombra ou um simples fato de se lotear e/ou morar, ter lugar fixo ou físico, onde lutamos por ele e queremos um melhor local para viver; venho por meio deste perguntar: a quanto tempo o urbanismo ou mesmo a urbanização existe?

Não venho responder tal pergunta, mas sim mostrar que o urbanismo é uma mera ilusão visualizada por um desenho e/ou por uma prática ali feita. Prática que é errada, porque volta e meia leis ambientais barram por uso inadequado desta ferramenta. Com o urbanismo feito “a caminho de mulas”, expressão usada no popular, o não conhecimento de tal prática, é capaz de transformar um local com uma infra-estrutura descente, em um lugar expandir e maneira incorreta e inconstante, em um terreno mal utilizado, um lugar expandido de maneira incorreta e incoerente.

Nós arquitetos, devemos sim comportar de uma maneira mais tangível, e não como se fosse uma brincadeira de montar um lego ou até mesmo como o jogo sincite; é sim sombra de um desejo que nunca se chega ao fim. Temos consciência que nós, arquitetos e urbanistas, não sabemos nada e nem como fazer o próprio urbanismo, pois os profissionais da área são os geógrafos e uns dos maiores papas do urbanismo, por incrível que pareça, é o um advogado. Quero sim aqui mostrar minha indignação; então lhes digo: se não sabemos fazer nem urbanismo direito como vamos fazer uma simples casa?
1 OLIVEIRA, Cristiano G. Machado de. A concepção de homem na filosofia grega.Bibliografia:http://www.filosofiavirtual.pro.br/homem.htm